Por que o software não resolve processos ruins: a anatomia de uma implementação de ERP bem-sucedida

ERP saiba como escolher

Mapeamento de fluxo, não de desejos Um erro comum é tentar replicar no software os vícios do papel. “Sempre fizemos assim” é a frase que mata qualquer tentativa de inovação. Antes de configurar o software, é preciso desenhar o processo ideal. Se um pedido precisa passar por cinco aprovações manuais, talvez o problema não seja o sistema lento, mas o excesso de burocracia que poderia ser resolvido com alçadas de decisão bem definidas. Um cenário real: O custo da pressa Trabalhei com uma indústria têxtil que estava perdendo margem de lucro sem saber onde.

O estoque de matéria-prima parecia infinito, mas faltava tecido para as ordens de produção urgentes. Eles compraram um módulo de PCP (Planejamento e Controle de Produção) caríssimo. Durante a implementação, descobrimos que os operadores de máquinas não registravam as perdas de retalhos. Para o sistema, o tecido ainda estava lá. O software “mentia” porque recebia informações falsas. O sucesso da implementação só veio quando paramos de olhar para as telas e fomos para o chão de fábrica instituir uma cultura de apontamento em tempo real. O problema era humano e processual; o software foi apenas a ferramenta que evidenciou a ferida.